Coisas que mais ninguém sabe

segunda-feira

19 pré-Carnaval


Não adoram quando encontram algo que andavam à procura há uma porrada de tempo? E o mais giro é que já tinha deixado de procurar... Bem, eu encontrei o meu relógio. Um simples relógio. Está bem, é uma imitação rasca e depois? Andava perdido debaixo da minha cama e eu queria-o. E o meu irmão achou-o! Ora, isto leva-nos à palavra do dia, vernáculo:

adjectivo, nacional; próprio do país ou região a que pertence;
figurativo, genuíno, correcto e puro, no falar e no escrever; diz-se da linguagem isenta de barbarismos;
substantivo masculino, o idioma próprio do país; a linguagem correcta e pura.


Três Respostas Inteligentes, a Perguntas Estúpidas:
Uma pessoa entra numa sala e vê um monte de beatas num cinzeiro na secretária de outra pessoa. Pergunta: "Você fumou isso tudo?". Resposta: "Não, compro-os já pré-fumados!".

Durante uma aula sobre histórias d'Os Lusíadas, o professor tinha acabado de narrar uma história qualquer. Um aluno vira-se, pergunta: "Isso é d'Os Lusíadas?" Resposta: "Não, acabei de inventar agora...".

Uma pessoa vê um amigo no refeitório com o tabuleiro na mão, na fila para o almoço. Vem ter com ele e, inevitavelmente, pergunta: "Tão, vais almoçar?". Resposta: "Não, vim arranjar o cabelo!".


A primeira tirei de um filme. A segunda confesso que o aluno fui eu. Ainda por cima, acho que foi num dia em que gozei com perguntas estúpidas. Acho que mereci tal resposta. Pequenas estranhas coincidências...

Bem, hoje é véspera de Carnaval. Convidaram-me para uma festa amanhã. Também nunca liguei ao Carnaval. Talvez porque na primária os meus fatos nunca terem chamado a devida atenção. Lembro-me de uma vez, há muito muito tempo, em que fui mascarado de mecânico. Um fato-macaco velho, sujo e roto. Uma chave-inglesa, com óleo. A cara e os dedos também sujos. Bem, se não fosse pela chave-inglesa pareceria um dia normal. Não, estou a gozar. Estava bastante original até. Tanto quanto sei, mais ninguém se lembrou de ir de mecânico. Aliás, no meio de todos aqueles cowboys, zorros, vampiros e heróis da altura, eu era o único tipo capaz de arranjar o coche imaginário das cinderelas que por lá andavam. E, acreditem ou não, soube-me bem quando mo pediram para o fazer. Aqueles curtíssimos cinco segundos, ficaram gravados aqui dentro até hoje. Quem diria...

sábado

17 de Febre..eiro


E eis que surge, vindo do nada, por entre o nevoeiro, que nem D. Sebastião... Pois é, isso já mais parecia uma imensa névoa de posts aos quais eu nunca mais cá vinha e, enquanto isso, comentários com lixo (da Internet) brotavam do chão que nem cogumelos. Hoje opus-me e apaguei isso tudo. Sempre serviu para ler coisas antigas. Deu para me rir um bocado com certos textos que já escrevi. Qualquer dia faço um apanhado dos melhores posts. Qualquer dia...
Hoje, ainda na letra 'V', tenho especialmente para vocês, vergalho:
substantivo masculino, membro viril do boi ou do cavalo, depois de cortado e seco; azorrague feito desse membro; chicote; azorrague;
popular, velhaco; tratante; patife.


Bem, vou ser sincero e confesso que se não fosse uma conversa de autocarro (tive quase para por camioneta, mas acho que começo a perceber a diferença - lol) não sei quando é que voltava cá. Pena não ter gravado a conversa que estávamos a ter, e em voz alta devo dizer. Reparei em pelo menos mais umas duas pessoas no autocarro que se estavam a rir com o que dizíamos.

Falávamos de como é que tanta gente consegue celebrar um dia em que decapitaram um bispo. 14 de Fevereiro. Dia dos Namorados. Não!! Dia em que decapitaram o Valentine. Ora, merece que celebremos! O gajo ajudava a casar casais em segredo, para eles não se alistarem. Cortaram-lhe a cabeça. Agora toca a comemorar isso, não é?... E mais, esta quarta-feira não era dia dos namorados. Era dia de o Benfica jogar para a Taça UEFA. E em casa! O estádio estava cheio... "Pá, primeiro o Benfica. Se ganhar, depois logo se vê..." Ou então, "Querida, este ano vamos fazer algo único no dia dos namorados!" "Sim, o quê querido?" "Vamos ao Estádio da Luz ver o Benfica. E é Taça UEFA, ah pois é!" Não vejo mesmo melhor prenda... "Ah, e como jantar romântico, vamos ao McDonald's".

Sempre fizemos rir as pessoas que nos ouviam. Mas epah, a verdade é que hoje em dia quando vemos um rapaz com flores na mão, das três, uma: ou é dia da Mulher, ou é dia dos Namorados, ou já fez merda! Eu já senti na pele a descriminação, os olhares e risinhos para as amigas do lado, por andar com flores na mão em plena rua e autocarros de Lisboa. Qualquer pessoa te vai olhar de lado se fores rapaz e andares com flores debaixo do braço. Acredita! A primeira coisa que pensa é "Coitado, já estás! Já foste! Já fizeste merda!"


Bem, isto hoje já está grande. Deixo umas Respostas Inteligentes a Perguntas Estúpidas que aqui tinha, para o próximo post. Mas vou tentar que seja para breve.

segunda-feira

23 de Ao Rubro (Outubro)


Letra da semana: 'V'. Palavra do dia: vetérrimo.
adjectivo, superlativo absoluto sintético de velho; muito antigo.


Epah, hoje só vos queria mostrar uma imagem que recebi há uns dias num mail qualquer, que vem no seguimento do meu post da Teoria dos Saldos.


Bem, posto isto, talvez possa ainda desvendar algo que há já muito tempo disse que o iria fazer. O porquê das relações humanas (e, nomeadamente, as de Homens/Mulheres) darem errado. O problema está (talvez não só, mas em grande parte) na outra pessoa se pôr a adivinhar o que a outra está a pensar ou a querer dizer. Ambos os géneros são culpados. Aqui não distingo culpas. Nós pensamos no que é que aquilo que ela disse quis dizer. Ela fala com a(s) amiga(s) e juntas tentam descobrir o que é que era aquilo que ele estava a tentar dizer. Ou disse, mas não da melhor maneira. E, depois de falar com amigas, ainda vai pensar naquilo sozinha. Depois em vez de uma conversa aberta entre os dois, põe-se ambos a fazer "filmes" e cada um faz o seu. E raramente são iguais, ou não fôssemos nós todos diferentes e percepcionássemos as coisas sempre de maneira diferente, até porque temos uma visão do mundo completamente diferente de qualquer outra: a nossa.


Falta de comunicação = Desenvolvimento da criatividade artística para fazer filmes


Ou estou enganado?

terça-feira

17 de Ou...tubro


Bem, ainda não apagaram isto da net? Ao tempo que isto andava abandonado sem eu aparecer por cá. Eu disse que ia tirar férias e epá! Já lá dizia um amigo meu... "Férias são Férias!". Mas a verdade é que foram bastante longas desta vez. As pessoas abordavam-me na rua e perguntavam-me se não ia acabar o abecedário. Comecei a achar que realmente se calhar devia vir aqui debitar mais umas asneiradas, aqueles "derrames cerebrais" como lhes chamo. Também devo dizer que ao ver alguns comentários feitos recentemente, ao fim de tanto tempo de ter escrito os posts, ao ver que ainda há pessoas que gostaram disto e acharam piada, só me resta vir provar-lhes que se enganaram redondamente no que afirmaram.
Vou-me manter mais uma vez na letra 'U' e trago-vos undécuplo, que é a palavra (não do dia, definitivamente, mas) do trimestre (sim, porque já se passaram praticamente três meses desde que aqui escrevi qualquer coisa. Agora que vejo bem, trimestre poderia ser uma pessoa mestre em três coisas ou é melhor pedir já desculpa pela piada parva?).
do Latim undecuplu
numeral multiplicativo, o produto de um número multiplicado por onze;
substantivo masculino, quantidade onze vezes maior que outra.


Comigo o prometido é devido (e não de vidro - e tenho testemunhas que o provam!), por isso se da última vez disse que ia aqui pôr um excerto duma conversa no MSN com alguém desse género esquisito que é o feminino e seria algo bastante elucidativo sobre as mulheres, ora se o disse é porque o vou fazer. Mas só como resposta aos inúmeros apelos que me têm sido feitos pelas pessoas que me abordam na rua.

A conversa passou-se num dia como tantos outros (mas de noite), não muito antes de ter escrito o último post. A pessoa em questão foi uma rapariga (até aí nenhuma surpresa) cujo nome... Já não me lembro se a Raquel me deu autorização de divulgar. Continuando, estávamos a conversar sobre raparigas, rapazes, relacionamentos, certas atitudes ou sinais que se demonstram, lembro-me de lhe ter pedido uma opinião na experiência dela como rapariga, etc.. Às duas por três (que expressão gira!), estamos a falar sobre o que as mulheres querem e sei que lhe digo isto (e passo a citar):
"O problema está em que nem vocês sabem o que é que querem. Por isso um gajo tem que adivinhar."


Ao que ela imediatamente responde, ainda mal eu tinha carregado Enter para enviar as frases:
"Tenho fome mas não sei bem o que me apetece comer."

O timing com que isso foi dito não podia ter sido melhor. É que isto corrobora (o plafond de palavras caras a voltar à acção!) completamente a minha afirmação.

Outra afirmação (numa outra conversa, num outro dia, com uma outra pessoa) que podia ainda deixar aqui era a de que "As mulheres dizem sempre o contrário daquilo que pensam, quando pensam". E só vos digo que o ", [vírgula] quando pensam" foi acrescentado por uma rapariga.


(Há que ser honesto e dizer-vos que na verdade não creio mesmo nesse extremo sobre as mulheres que afirmei. Mas que às vezes parece... Lá isso parece!)

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P.S.: Na verdade, desde que comecei com isto, as pessoas na rua abordam-me mas geralmente é para pedir horas, como se vai para não-sei-onde, se eu sei onde fica determinado restaurante e, imagine-se só, se eu sei quantos graus estão (estou a falar a sério, já mo perguntaram!). Com o sucesso que isto tem, não percebo...

sexta-feira

21 de Férias


Epá, de férias. Sinónimo de folga, descanso, repouso. Finalmente, posso voltar aqui para debitar asneirada à grande e à francesa. Porra, tinha de falar no raio da França que não me sai da cabeça. Bem, agora com as palavras "França" e "cabeça" não pode deixar de vir a piada do Zidane... Nah, não a vou fazer. Demasiado fácil!
Palavra do dia: ufano.
adjectivo, que tem ufania; contente de si próprio; vaidoso; presunçoso; triunfante; bizarro.


Bem, antes que tudo. PP, tu que 'tás aí sozinha no trabalho a ler isto. Cá está um post para não te sentires tão sozinha e tentares achar algum teor humorístico nestes textos. Enquanto tentas, aproveito também para agradecer aos comentários, inclusive aos vindos de quem nem conheço. Isto assim até parece um blog na net em que o pessoal vem cá ler cenas e isso...
Até começo a concordar com algo que a própria uma vez disse sobre os comentários poderem ser maus e sem originalidade nenhuma, mas "Indiferença é que não!".

Hoje gostava de contar mais um episódio daqueles de quem está numa paragem de autocarro ouve e não pode deixar passar incólume. Duas "comadres" encontram-se, começam a conversar. Vai a primeira:
- Ah, então? Tudo bem?
- Tudo. E consigo?
- Também... Olhe, desculpe perguntar isso... Mas o seu marido?... Faleceu?
- (meio de surpresa) Não, o que...
- Ah, é que eu vejo-a tão de preto, pensei que tivesse de luto. E o seu marido? Nunca mais o vi na varanda. Costumava-o ver tantas vezes à varanda nisto deixei de o ver. Pensei que tivesse falecido.
- Não, mas não...
- Então e doente? 'Tá doente?
- Não, também não...
- Hmm...
- 'Tá é acamado... Foi operado há pouco tempo...
- Ah!... Ah!
- Pois, é assim...

Pronto, e o resto não interessa. O giro da coisa é que parecia que a mulherzinha estava esperançosa que o marido da outra tivesse tido qualquer coisa. A sério. Parecia que estava ali a torcer mesmo. Só estando lá. Quem deste cenário não consegue imaginar um sketch dos Gato Fedorento, é claramente desprovido de personalidade jurídica. E este plafond de palavras caras melhora a cada dia que passa, isso porque até todos os dias aprendo uma palavra nova*
*salvo erro de introdução automática.



Para não alongar este post, deixo-vos na expectativa de que o próximo será, efectivamente, sobre mulheres. E terá um excerto bastante elucidativo de uma conversa no MSN entre "mim" e alguém desse género esquisito que é o feminino. ATENÇÃO: poderá conter elementos susceptíveis de ferir a sua sensibilidade (especialmente se fores menina) e provocar um leve esboçar dum sorriso em alguns casos mais graves.

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P.S.: Ainda não testei a t-shirt dos Saldos, mas é para breve...

domingo

2 de Ju-lho


"E eis que surge, vindo do nada..."
É verdade, já há muito que cá não postava nada. Os meus "para breve" começam a tornar-se realmente longínquos. Mas a pedido de muitas famílias, guess who's back... Palavra para hoje, "usurpar".
verbo transitivo, apoderar-se astuciosa ou violentamente de uma coisa de que alguém legitimamente usufruiu ou que lhe pertence;
alcançar sem direito;
adquirir por fraude;
estar a possuir ilegitimamente


Ora então sai uma Teoria dos Saldos no Paraíso para a mesa do canto. Antes de atender esse pedido, só gostaria aqui de sublinhar a palavra SALDOS. Que é que se passa com essa palavra e as mulheres? Ficarão elas hipnotizadas pela marca psíquica deste som? Serão elas irresistivelmente atraídas por esta simples mistura de fonemas? Gostaria realmente de saber. Até lá, eu mais um amigo vamos pôr em prática algo. Arranjar t-shirts brancas e estampar, a preto e em letras grandes, SALDOS. Depois conto-vos os efeitos sobre o público feminino. É, claramente, só por razões experimentais. Para ver se de facto "ir às compras" é realmente algo intrínseco nas mulheres, sempre presente no seu pensamento e sem o qual não passam. Só a título de exemplo, deixo-vos uma resposta a certas palavras que os homens dizem.
Ele: Olha, azar...
Ela: A Zara o quê??


Bem, mas voltando à dita teoria. Adão e Eva viviam alegremente no Paraíso. Porquê, bem... Primeiro, Adão não tinha sogros. Segundo, Eva andava seminua o tempo todo. Se isto só por si não é paradisíaco, então não sei... Mas como mulher que era, Eva tinha que ir às compras. E tinha a natureza toda para isso. Podia escolher a fruta das árvores que mais gostasse, colher flores dos campos que quisesse, etc.. Vocês percebem a ideia. Mas um belo dia, ela passa por uma árvore onde as Maçãs estavam em Saldos. Tinha sido uma cobra má ("há coisas do Demo!") a colocar lá a tabuleta. Eva tentou resistir. Foram os piores 20 segundos da vida dela. Claro que tinham sido avisados para não fazer compras ali, mas quer-se dizer... Estavam em Saldos, bolas! Eva foi chamar Adão, que andava feliz da vida a fazer castelos de areia na praia e a brincar com os animais, e pediu-lhe o que todos vocês já sabem. Adão comeu o fruto proibido da árvore do "conhecimento do bem e do mal" e com isso toda a Humanidade ficou privada da perfeição e da perspectiva de vida infindável. E porquê? Porque as maçãs estavam em Saldos!


Apesar de saber que já está enorme este post (tal como o Ricardo a defender grandes penalidades), gostaria só de referir que apesar de termos ficado privados da perfeição, há algo que merece aqui especial atenção. Foi dada a Adão e Eva a oportunidade de aprenderem com os seus erros. Coisa que, pessoalmente, aprendi a dar grande importância e a fazer desde pequenino. Desde que entrei para a escola que sempre quis aprender com os meus erros, de modo a poder melhorar e corrigir o que fizera mal. Hoje sei que aprende-se muito com os erros, quer na escola, quer em tudo na vida. Acredito que a todas as pessoas se deve dar uma oportunidade de, pelo menos, poderem aprender com os seus erros e mostrarem que realmente aprenderam. Também é só a minha opinião, ...


quarta-feira

24 inspirador


Ena, a postar aqui dois dias seguidos. Vai lá, vai...
Letra nova, palavra nova. A letra é o 'U' (amanhã revemos as vogais todas, ?) e a palavra é "ugalho" (que rima com o que o nosso velho amigo Saúl dizia que o bacalhau queria...):
substantivo masculino, ancinho ou varredouro das salinas.


Ora hoje não vos trago a teoria dos Saldos no Paraíso porque durante a criação de um pequeno texto para um blog amigo (acerca de futebol), surgiram-me estas palavras que vou pôr de seguida. Achei que devia partilhar, pareceu giro. O blog em questão é o último da minha lista de blogs nos Links (sim, aí à direita pá!) intitulado Serviço Permanente.

O título é uma citação de alguém de azul (e não me refiro a preferências clubísticas).


O esférico domina. É o domínio do esférico!


Que fenómeno este, o da bola redonda, onde tudo pode acontecer! Um pouco como as relações: umas faltas, umas substituições, uns cartões amarelos e às vezes até vermelhos. De vez em quando um intervalo, seguido de um tempo de compensação. Lá há um lançamento ou outro que pode acabar num canto. Por vezes lá há um penalty e é preciso uma grande defesa para essa grande penalidade. A barra faz parte do jogo e é preciso ter cuidado para não ficar mesmo fora-de-jogo. Mas uns quantos remates certeiros, uma boa táctica e um bom domínio e faz-se o golo! Se acabar empatado, pode-se sempre ir a tempo extra...


Daquelas inspirações de momento que fazem (ou pelo menos penso eu que fazem) algum sentido. Que é que acham?



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Para breve a tal teoria dos Saldos no Paraíso...

terça-feira

23 de Maiu, miau, muia...


Ah ah! Enganei-vos quando disse que brevemente iria pôr aqui o meu texto sobre o C.S.I.! Realmente, sou um brincalhão. Hoje, vou ter duas palavras. Porquê? (dito como se fosse uma criança de 4 anos) Porquê? Porquê? Porquê? Porque arranjar palavras é sempre um drama... "Drama dizeis vós!? Drama é um homem querer postar e não poder!" Bem, voltando à realidade, são duas porque uma é a do dia e a outra simplesmente porque achei piada (e assim compensa este mês sem cá vir). Agora a qual achei piada fica para vocês descobrirem...
"trautear"
de origem onomatopaica
verbo transitivo e intransitivo, cantarolar;
popular, importunar; maçar; repreender; burlar; moer com pancada.

"toleta"
substantivo feminino, rapariga leviana e presumida.


Ora então cá está a tão falada teoria do C.S.I. e das mulheres e porque é que elas adoram essa série. Na verdade não tem nada demais e até é bastante ridícula. Mas cá vai...

O que é C.S.I.? É Crime Scene Investigation, ou Investigação do Local do Crime ou Crime Sob Investigação, como foi adaptado para a televisão. Mas o importante aqui a focar é o "Investigação". E que é que isso tem a ver com as mulheres? TUDO! As mulheres são, por natureza, curiosas. Lamento se vos estiver agora a dar alguma novidade, mas a verdade é que o são. Não o neguem. E como curiosas que são, querem saber tudo explicadinho, todos os detalhes. Tudo ao mais ínfimo pormenor até chegarem ao núcleo, ao cerne da coisa. Até resolverem o busílis da questão. Tal e qual os tipos da série que resolvem os crimes com a mais pequena das pistas. E isto das pistas leva-me à recém-descoberta que fiz, relativamente às novas tecnologias e a esta "fixação" das mulheres em se armarem em detectives. Mas agora não admira as mulheres (quase) todas gostarem do C.S.I.!


Que nem Sherlock Holmes do mundo virtual, a mulher procura pistas incessantemente (ou para os mais distraídos, sem parar). Basta falar do caso do hi5. (Deixo aqui o meu novo acesso directo, já agora, só pela piada do link: http://omeuhi5.hi5.com)
Através do hi5, a mulher pode descobrir muita coisa. Pode descobrir que dia X à hora Y, quando ele disse que não podia não-sei-quê, afinal estava com a XPTO, pois há um comentário dela no dia X+1 a dizer que adorou a tarde do dia anterior. Ou ver pelo estilo (género, tipo...) de comentários que se fazem, a relação de proximidade, coisas que aconteceram ou estão para acontecer, etc.. As mulheres "devoram" os perfis todos mais próximos (e às vezes até chegam a ir em 2º ou 3º grau de amizade) à procura de comentários dele nas XPTO's ou então referências a ele nos perfis dessas XPTO's.

Acreditem, as mulheres, hoje em dia com as "novas" tecnologias, são umas autênticas detectives, sempre na busca de novas pistas. Por isso, acautelem-se! Que é como quem diz, tenham medo! Tenham muito medo!



P.S.: Já agora, que falei em hi5, devo dizer que os comentários para as ninas a dizer "gostei do teu perfil, gostava de conviver contigo, yada yada yada" acho que deixaram de resultar há uns bons anos... Não sei, digo eu... Mas sempre mostra uma evolução dos famosos piropos dos locais de obras e das buzinadelas de carro, que foram as duas únicas brilhantes ideias que os homens tiveram para chamar a atenção delas...


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Brevemente (lol!), a teoria dos Saldos no Paraíso...
Quem não sabe o que é lol, favor de seguir isto...

segunda-feira

10 de Aprile


Bom dia cambada! Palavra para hoje: "torrente" (quem achar que é coincidência com alguma palavra usada para fazer downloads [alegadamente] ilegais, devo dizer que é pura coincidência!).
do Latim torrente
substantivo feminino, abundância de água; curso de água muito forte e rápido originado pelas águas da chuva; grande quantidade de coisas;
figurativo, multidão, precipitando-se com ímpeto.


Hoje, como disse que brevemente escreveria, vou falar das loucas aventuras de alguém que na sua própria cidade, pede informações turísticas a (é isso mesmo, adivinharam!) ucranianos. Eu passo a contar.

O sítio: Saldanha
A hora: 14h30 (em ponto, lol - ver aqui o motivo do lol)
As personagens: eu como actor secundário, "alguém-cujo-nome-não-posso-pronunciar" como actriz principal da acção e os ucranianos disfarçados de ucranianos em plena lisboa
A história: dois jovens meio-perdidos algures no Saldanha, procuravam o Saldanha Residence (ler com sotaque se faz favor!)
O desenvolvimento: "alguém-cujo-nome-não-posso-pronunciar" tem a ideia de perguntar a alguém na rua onde ficava o Saldanha Residence. Eu apoio a ideia mas afasto-me de dois indivíduos que estavam parados na rua a ler o jornal e que tinham pinta de ucranianos, na esperança de que "alguém-cujo-nome-não-posso-pronunciar" perguntasse a umas mulherzinhas que iam a passar
O momente chave: "alguém-cujo-nome-não-posso-pronunciar" não se apercebe da pinta dos ucranianos e, que nem carneirinho a cair na toca do lobo mau, dirige-se a eles para lhes fazer a derradeira pergunta. Eu tento evitar, mas é como se tivessem ligado a câmara lenta e é tarde demais. Nada havia a fazer. A pergunta fora feita
A pergunta: "Olá, boa tarde! Sabe-me dizer onde é que é o Saldanha Residence?"
A resposta: num português com um sotaque a que (quase) já nos habituámos, no melhor que o ucraniano conseguiu fazer "Krazóvia Residence, hã? Viraze à isquierda e em báxu ou fundo."
O sair de cena: um "obrigado" balbuciado por "alguém-cujo-nome-não-posso-pronunciar", que se vira para mim e pergunta porque é que a deixei ir pedir informações a um ucraniano
O final: uma grande risada da minha parte e um motivo para um post aqui no blog



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Não percam a teoria das mulheres e do C.S.I.
Brevemente, num blog perto de si!

sábado

8 de mais Abrilhar


Palavra do dia: "tergo".
do Latim tergu
substantivo masculino, poético, o dorso; as costas.


Pirata_ria - Parte II

Muito se fala aí dos direitos de autor, direitos de autor para aqui e para ali, e violação dos direitos de autor e beca beca beca, mas então e os direitos das actrizes?? Hã? Sim, os dessas actrizes que vocês estão a pensar. A dos filmes porno. Quem é que os defende? Vejo para aí muita gente que fala fala fala dos direitos de autor, mas dos direitos de actrizes ninguém fala. Porquê? Também não são gente? Também não detêm o direito moral sobre as obras (e, às vezes, que belas obras devo dizer!) que realizaram? Há pois! Ninguém fala, mas eu falo. Porque eu falo de frente, ao contrário das actrizes, que como já dizia o outro: Boa actriz, boa atrás! E, contudo, não as vejo para aí a mandar vir que não recebem nada por cada cibernauta que faz o download (alegadamente) ilegal dos seus vídeos. Agora as sociedades fonográficas ou lá o que é, que segundo consta recebem os euros quase todos das vendas dos CD's, queixam-se que (coitadinhos!) a pirataria lhes dá cabo do negócio. E aqueles artistas que se nem fosse a pirataria, nem sequer tinham chegado às luzes da ribalta?! Badamerda para esses demais!!!

Só vos digo que se agora voltássemos ao tempo das emissões piratas de televisão como as que houve aí há coisa de 20 anos ou assim e passassem filmes sem direitos de autor, nós se os gravássemos da televisão éramos piratas??? Ou não era mas é a estação a responsável por difundir material sem direitos de autor? Deveríamos ser todos acusados, só porque a nossa televisão calhou apanhar a emissão pirata? E por acaso, calhámos fazer uma cópia para cassete porque não íamos poder ver o final. Isso faz de nós automaticamente criminosos? Com a Internet não é assim tão diferente. Existem umas quantas pessoas (por vezes chamadas teams - equipas) que "arranjam" o material e o difundem... Nós calhamos saber onde ele está "a dar" e fazemos uma cópia privada. Para uso pessoal. Pelo menos, a grande maioria de nós. Digo eu, que gosto de dizer coisas...


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Não me esqueci das teorias anunciadas, mas achei por bem dar mais luz a este assunto e chamar a atenção para os direitos das actrizes, que, por também serem pessoas, também têm direitos!

sexta-feira

7 de Abrilhar


Então olá! Para hoje temos a letra 'T'. Como palavra, "tarraxa".
substantivo feminino, parafuso; cunha; cavilha; utensílio de serralheiro para fazer as roscas dos parafusos;
figurativo, compressão, opressão, despotismo.


Com milhentas e três ideias (e mais umas quantas teorias) que tinha para aqui escrever, estou a ver que isto hoje está escasso (este plafond!!) e fico-me apenas por umas meras palavritas.

Hoje acordei com uma música na cabeça. Daquelas que ouvi na rádio algures num passado recente e acabou por surtir agora efeito. É brasileira, com um refrão fácil de memorizar: "Só penso nela, Quem é ela, O nome dela é Daniela".

Por acaso conheci recentemente uma rapariga deste nome, mas será que foi isso que fez com que a música não me saísse da cabeça? Eu que supostamente sei coisas que mais ninguém sabe, não sei...

Mas como não podia ficar apenas com a música na cabeça, assim que me cerquei (isto hoje!) de um computador com acesso à Internet, a primeira coisa que fiz foi procurar o nome da música e a respectiva letra, com o intuito de a "sacar" da net para meu uso pessoal. Após uma pequena procura, lá encontrei e pus a "sacar" e agora estou confortavelmente a ouvir a música que não me saía da cabeça. Ora isto leva-me ao tão agora badalado assunto mal denominado de pirataria informática.

Fazer o "download" ilegal de músicas (ou outros ficheiros) da Internet, protegidos com direitos de autor. É verdade que estamos a violar os direitos de autor, isso não posso negar. Mas será preciso chamar-nos piratas da Internet por causa disso? Quando se gravava uma telenovela da Televisão, era-se pirata da Televisão? Lá por tirar uma série da net, somos piratas da Internet? Podíamos muito bem ter gravado a série da televisão e depois passado para formato digital. Ao invés disso, encontrámo-la num sítio e fizemos um "download". Partilhar material sem direitos de autor é crime. Concordo. Mas e se nós apenas formos buscar esse material ilegalmente partilhado, sem nós partilharmos rigorosamente nada? Aí de que somos acusados? Se não fizermos partilha, apenas tirarmos para nós (tal qual como quem grava numa cassete a novela da televisão) seremos acusados de quê? A cópia privada está prevista na lei e não é crime! Se também partilharmos, aí já teremos alguma culpa, mas a culpa maior recai sempre (a meu ver) em quem começou por disponibilizar tal material.

E, a meu ver, há uma enorme diferença em quem "tira" um filme para seu uso pessoal e quem o "tira" para ir para a feira vender. Há aqui, para mim, tipos de infracções de leis muito diferentes!! E respectivas sanções também. E esses sim, os que "sacam" para vender, podem ser chamados de piratas informáticos.

Agora querem-nos assustar com uma espécie de chantagem em que se não pagarmos a "multa", levamos com um processo judicial. Oh meus amigos, venham eles! Então nem as multas de condução os portugueses pagam, quanto mais estas... Deixo-vos um site em que podem ler algo mais sobre isto e onde encontram uma opinião pessoal que pode clarificar certas coisas e que deve ser considerado, a meu ver, a ler!
Manifesto
Para verem o efeito que este "manifesto" teve como resposta às recentes notícias, deixo-vos também um site com a reacção à reacção (perdoem a redundância) do manifesto: Notícia no Jornal Notícias

Leiam e andem informados!



Ah, e já agora! Voltando à música que ainda agora estou a ouvir. Aqui fica o site com a letra da música que não me saía da cabeça

E a música é Dani, de Biquini Cavadão...



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Brevemente: Teoria sobre as mulheres e o C.S.I e loucas histórias de alguém que na sua própria cidade pede informações turísticas a ucranianos

24 de Marçó


Gostaria aqui de anunciar que este blog (ou tentativa de) já fez um ano, no passado dia 20 do corrente mês de Março de 2006. Quem diria que duraria este tempo todo? Depois deste breve anúncio, vamos ao que me trouxe aqui.

Bem-vindos de volta, quase dois meses depois. Sei que não tenho dado notícias, mas também não tenho tido muito que por aqui vir contar. Mas hoje, eis que surge, vindo do nada, sem ninguém prever, um "piqueno" texto. Antes, ainda uma palavra, que já não é palavra do dia nem da semana, já parece mais palavra do mês: "sinergia".
do Grego synergía, cooperação < sýn, juntamente + érgon, trabalho

substantivo feminino, acto simultâneo de diversos órgãos ou músculos para o mesmo fim; convergência das partes de um todo que concorrem para um mesmo resultado; efeito resultante da acção de vários agentes que actuam da mesma forma, cujo valor é superior ao valor do conjunto desses agentes, se actuassem individualmente.



Eu e os telemóveis

A minha relação com os telemóveis não é lá muito boa. E não falo só com o meu. Aí já é o habitual... Ele quase não me liga e eu também não lhe passo cartão (que trocadilho genial!!). É com a minha relação com os telemóveis das outras pessoas que eu estou preocupado. Misteriosamente, os telemóveis das raparigas giras a quem eu dava o meu nome e número perdiam-no sempre (**telemóveis sacanas, pá!**). E, curiosamente, conseguiam encontrá-lo sempre nas vésperas dos exames de Matemática, quando as suas donas precisavam de ajuda.

E mesmo quando eu dava um papelinho com o meu nome e número (não fosse o telemóvel ter a memória cheia ou estar a ficar sem bateria ou qualquer coisa), não demoraria muito para que esse papelinho acabasse perdido. E, o mais engraçado, é que quanto mais gira a rapariga fosse, maior era a probabilidade (e talvez a rapidez) de o papelinho se perder.

Acreditem, já devo ter ouvido todas as desculpas no que toca a desaparecimento de papelinhos com o meu nome e número. Acho mesmo que podia escrever um livro só com essas desculpas. Desde a "as minhas calças foram para lavar com o papelinho no bolso e ficou tudo borrado" até a "sem querer devo-o ter deitado fora, no meio de outros papéis", passando por "ficou no bolso do casaco que depois deixou de me servir e dei-o a uma prima minha", chegando até mesmo a "meti o papelinho na mala e deve ter ficado lá no fundo perdido, até ontem, quando ia a começar a estudar para Matemática...".

sábado

28 de JáNeiro


"Bem-vindo de volta (ou não!). Só voltas 3 semanas depois, achas bem? O que é que andaste a fazer, pá!? Onde? Com quem? A que horas? Porquê?..."
Isso seria o que este "blog" me perguntaria, se pudesse comunicar comigo. Felizmente, (ainda) tal não é possível e não tenho de lhe dar justificações. Mas posso já avisá-lo que nos próximos dias, vai "tar de chuva", que é como quem diz, vai ser complicado vir aqui escrever, com tanta coisa que tenho para ler e saber para poder ir provar os meus conhecimentos naquelas coisas a que algumas pessoas gostam de chamar Frequências e Exames e por aí fora...
Bem, vou continuar na "semana" do 'S'. Para hoje, "solstício".
do Latim solstitiu, parada do Sol
substantivo masculino, tempo e ponto da eclíptica em que o Sol, tendo chegado aos trópicos, parece estacionário durante alguns dias, antes de começar a aproximar-se novamente do Equador



Diário de um John Doe[1]


06:50 - Acorda... Com o raio do despertador do vizinho
06:51 - Dá dois murros na parede e vira-se para o outro lado
07:06 - Finalmente consegue voltar a adormecer
07:45 - Acorda... Com o seu despertador
07:46 - Abre os olhos
07:47 - Olha para as horas e pensa que dia é hoje
07:52 - Chega à conclusão que deve ser terça-feira
07:54 - Começa a pensar que se devia levantar
07:55 - Fecha os olhos por mais 5 minutos antes de se resolver levantar
08:04 - Continua a pensar (de olhos fechados) que já devia estar levantado
08:10 - Começa a pensar no quão já está atrasado
08:15 - Tenta arranjar uma boa desculpa para dar quando chegar
08:20 - Tenta arranjar uma desculpa qualquer enquanto se vira para o outro lado
09:33 - Acorda sobressaltado
09:34 - Tenta lembrar-se da última desculpa em que pensou antes de adormecer
09:35 - Fecha os olhos para se tentar lembrar do raio da desculpa
10:00 - Acorda a lembrar-se da desculpa
10:01 - Levanta-se
10:02 - Vai à casa-de-banho
10:28 - Toma o pequeno-almoço
10:35 - Lava a loiça
10:43 - Sai de casa
11:15 - Chega (...atrasado)
11:17 - Leva uma descompostura (outra vez)
11:26 - Repara no decote da secretária
11:29 - Deixa de reparar no decote da secretária
11:31 - Diz ao Chico para olhar pró decote da secretária
11:34 - O Chico responde que já tinha visto
11:45 - Faz uma pausa para um café
12:30 - Vai almoçar com o Chico
12:40 - Olha para o menu
12:51 - Depois do tempo todo a ver o menu, acaba por pedir o mesmo de sempre
13:03 - Chega o bitoque do costume
13:07 - Entra a miúda gira que trabalha na loja em frente
13:08 - Entra o namorado dela e o Chico diz "Merda!"
13:10 - Por falar em merda, o Chico lembra-se do jogo do fim-de-semana
13:12 - Enorme discussão sobre as substituições
13:16 - Fica chateado e deixa de falar com o Chico
13:21 - O Chico fala-lhe sobre o decote da secretária e voltam a ter tema de conversa
13:48 - Pagam e vão-se embora
15:44 - Vai à casa-de-banho
15:45 - Repara na falta de papel
15:47 - Grita pelo Chico
15:50 - O Chico acode
17:30 - Começa a pensar na meia hora que falta para se ir embora
17:35 - Pensa nos 25 minutos que faltam
17:45 - Diz ao Chico que já só falta um quarto de hora
18:00 - Arruma as coisas e vai-se embora
18:40 - Passa pelo "mini-preço" do costume
18:41 - Compra uma treta qualquer só para dizer "Olá" à menina da caixa
18:42 - Decide que é este o dia em que vai meter conversa com ela
18:43 - A menina da caixa pergunta-lhe: "Tem cartão de cliente?"
18:44 - Responde o mesmo de todos os dias: "Não..."
18:45 - A menina passa o pacote de batatas fritas no leitor de códigos de barra
18:46 - Pergunta: "E a menina, tem cartão de cliente?"
18:47 - A menina acha graça e diz: "Eu trabalho aqui..."
18:48 - Responde: "Eu sei... Até que horas?"
18:49 - A menina: "Até às horas que o meu namorado me vier buscar."
18:50 - Sai da loja com um pacote de batatas fritas de que não gosta e pensativo
18:51 - Vem-lhe à ideia "mini-preço 1 - John Doe 0"
19:22 - Chega a casa
19:23 - Descalça-se e acende a televisão
19:37 - Vai ver o que há para jantar
19:40 - Tira o som à televisão e liga a aparelhagem
20:00 - Tenta fazer o jantar
20:25 - Pensa que se está a sair bem a fazer o jantar
20:45 - Janta a ver uma série que gosta na televisão
21:18 - Lava a loiça
21:42 - Vai beber café ao sítio do costume
21:53 - Passa pelo "mini-preço" e lembra-se da cena da tarde
21:54 - Resolve fazer um cartão de cliente de lá, no dia seguinte
21:55 - Pensa que o mais certo é no dia seguinte já nem se lembrar do cartão
22:03 - Bebe o seu café
22:07 - Pensa que dia da semana é
22:08 - Recorda-se de já ter pensado nisso algures no dia
22:10 - Lembra-se que foi de manhã ao acordar
22:15 - Resolve ir para casa dormir para não chegar atrasado no dia seguinte
22:16 - Entra um amigo que lhe oferece um copo
22:23 - Lembra-se que tinha resolvido ir embora
22:24 - Bebe mais um copo
23:00 - Chega a casa
23:10 - Acende a televisão
23:38 - Interroga-se porque é que acendeu a televisão se não dá nada de jeito
00:55 - As televendas a essa hora parecem interessantes
01:07 - Estranha porque é que quanto mais tarde é, mais as televendas têm sucesso
01:15 - Começa a pensar se realmente uma faca que corte sapatos não lhe fará falta
01:17 - Pensa em chegar ao telefone, mas está muito longe
01:20 - Vê que se encomendar nesse instante, tem direito a um grande desconto
01:30 - Acha realmente barato e levanta-se para ir buscar o telefone
01:31 - Aproveita para ir à casa de banho
01:35 - De repente, na casa de banho, decide que não precisa daquilo
01:39 - Apaga a televisão
01:45 - Deita-se, esperando sonhar com a menina do "mini-preço"
01:46 - Fecha os olhos mas adormece a sonhar com facas e sapatos
06:50 - Acorda... Com o raio do despertador do vizinho






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[1] John Doe - Nome que as autoridades americanas usam para pessoas que não conseguem ser identificadas ou também nome para quando nos tribunais as pessoas não querem dar o seu nome verdadeiro.

sexta-feira

6 de Janovo


Olá. Primeiro post de 2006 aqui no blog. Falta a piada típica que "toda a gente" agora faz: epá, já não postava (palavra tipicamente portuguesa, sem dúvida) desde o ano passado! Enfim, vamos à palavra de hoje. Esta semana (ou o que resta dela) é a semana do 'S'. Então, "sisudo".
do Latim sensutu
adjectivo, que tem siso; prudente; sensato; sério;
substantivo masculino, certo jogo popular.


Para hoje vou-vos deixar uma história que recebi no mail há já uns tempos. Tendo isso em conta, não posso assegurar a veracidade (este plafond de palavras caras, ui, upa upa!) da mesma, pois grande parte dos mails são tudo menos verdade. Não fui investigar se a história é ou não verdadeira, mas se for é cá uma história e peras (mas quem é que surge com estas expressões?!)! Passo então a contar...

O criminoso que se assassinou


Um 'enredo' tão simples mas ao mesmo tempo tão intricado.
No jantar de premiação anual de ciências forenses, em 1994, o presidente Dr. Don Harper Mills impressionou o público com as complicações legais de uma morte bizarra.

Aqui está a história:

Em 23 de Março de 1994, o médico legista examinou o corpo de Ronald Opus e concluiu que a causa da morte fora um tiro de espingarda na cabeça. O sr. Opus pulara do alto de um prédio de 10 andares, pretendendo suicidar-se. Ele deixou uma nota de suicídio confirmando a intenção. Mas quando estava a cair, passando pelo nono andar, Opus foi atingido por um tiro de espingarda na cabeça, que o matou instantaneamente. O que Opus não sabia era que uma rede de segurança tinha sido instalada um pouco abaixo, na altura do oitavo andar, a fim de proteger alguns trabalhadores, portanto Ronald Opus não teria sido capaz de consumar o seu suicídio como pretendia.
"Normalmente," continuou o Dr. Mills, "quando uma pessoa inicia um acto de suicídio e consegue matar-se, a sua morte é considerada suicídio, mesmo que o mecanismo final da morte não tenha sido o desejado." Mas o facto de Opus ter sido morto em plena queda, no meio de um suicídio que não teria dado certo por causa da rede de segurança, transformou o caso em homicídio. O quarto do nono andar, de onde partiu o tiro assassino, era ocupado por um casal de velhos. Eles estavam a discutir em altos gritos e o marido ameaçava a esposa com uma espingarda. O homem estava tão furioso que, ao apertar o gatilho, o tiro errou completamente sua esposa, atravessando a janela e atingindo o corpo que caía. Quando alguém tenta matar a vítima A mas acidentalmente mata a vítima B, esse alguém é culpado pelo homicídio de B. Quando acusado de assassinato, tanto o marido quanto a esposa foram enfáticos, ao afirmar que a espingarda deveria estar descarregada. O velho disse que ele tinha o hábito de ameaçar a sua esposa com a espingarda descarregada durante as discussões. Ele jamais tivera a intenção de matá-la. Portanto, o assassinato do sr. Opus parecia ter sido um acidente; quer dizer, ambos achavam que a arma estava descarregada, portanto a culpa seria de quem carregara a arma. A investigação descobriu uma testemunha que vira o filho do casal carregar a espingarda um mês antes. Foi descoberto que a senhora havia cortado a mesada do filho e ele, sabendo das brigas constantes dos seus pais, carregara a espingarda na esperança de que o pai matasse a mãe. O caso passa a ser portanto do assassinato do sr. Opus pelo filho do casal.

Agora vem a reviravolta surpreendente. As investigações descobriram que o filho do casal era, na verdade, Ronald Opus. Ele encontrava-se frustrado por não ter até então conseguido matar a mãe. Por isso, em 23 de Março, ele atirou-se do décimo andar do prédio onde morava, vindo a ser morto por um tiro de espingarda quando passava pela janela do nono andar.

Ronald Opus havia efectivamente se assassinado a si mesmo, por isso a polícia encerrou o caso como suicídio.



Bela história, hã?

Não acham que dava um belo episódio de C.S.I. ou assim do género?

30 de TresDoisUmMeia-Noite


Today we have "ror".
substantivo masculino, popular, abundância; grande porção.



Bem, nesta altura tão festiva para alguns e tão não festiva para outros que é a passagem de ano, a mudança no calendário de mais 12 meses que passaram, com as suas coisas boas e com as menos boas também, tinha de vir aqui escrever qualquer coisa. A primeira que quero falar é nas tradições que existem à volta desta data. Gostaria de saber quem foi a pessoa que inventou a das 12 passas (passas de uva, atenção!) à meia-noite. E depois ainda há outra que envolve roupa, não é? Mas quem é que se lembra disto? Que mente perversa anda por aí a espalhar "tradições" ao pessoal? É que se ainda fossem tradições bacanas, agora isto? As pessoas precisam de ter algo para acreditar que por fazerem, o ano vai correr bem. É quase como aquelas pessoas "chatas" que continuam a mandar-me mails em cadeia a dizer que se não mandar para mais 3, 15 pessoas vou ter azar até ser avô! Porque é que essas pessoas não param, minha nossa?! Às vezes acho que a razão pela qual continuo a ter sempre a caixa de entrada a abundar desses estúpidos mails é porque devo ter falhado mesmo alguma corrente que fosse verdadeira... É que só pode, para merecer tal "castigo"!! Mas não me quero exaltar... Não sou exagerado. Epá! Já vos disse 40 milhões de vezes que não sou exagerado, hã!?!? Agora a sério, se ainda há pessoas que estejam aqui a ler isto e tenham o (péssimo) hábito de mandar mails daqueles que "toda a gente sabe", por favor, peço-vos aqui, para pararem. A gerência agradece (como dizia o outro).

Mas hoje queria-vos falar de algo curioso. Uma "cena" que presenciei hoje. Durante muito tempo, quando pessoas mais velhas (como vizinhos ou assim) me abordavam com "Olá! Tudo bem?" dava-lhes como resposta automática "Tudo bem obrigado!". Mas atenção, não era "Tudo bem, obrigado!". Era "Tudo, [pausa] bem obrigado!", sem me aperceber quase do que dizia. Mas era (e foi durante algum tempo) uma resposta automática à qual não dedicava sequer tempo a pensar nela e nem reparava nas pausas entre as palavras. Mas comecei a notar, quando mais respostas automáticas se foram apoderando de mim, literalmente. Por um lado não é mau. Mas por outro, torna-se inconveniente (à falta de melhor palavra) quando nos enganamos na resposta automática. Isto leva-me à "cena" supracitada (ena, já estava com saudades desta palavra) que assisti hoje. Na companhia de uma amiga, passa uma senhora de idade por nós na rua e pede-nos se não lhe poderíamos arranjar uma moedinha e a minha amiga, no seu ar mais natural, responde "Ah! Não obrigado!". Claro que não pude evitar de me partir a rir (coitada da "pobre" senhora) e até mesmo a minha amiga acabou por me imitar quando se apercebeu do que dissera. Mas lá está: a culpa é dos mecanismos automáticos que vamos desenvolvendo. Também já me aconteceu enganar-me e em vez de dizer "Desculpe" dizer "Obrigado" ou algo parecido... Claro que é bastante giro (às vezes!) ver a reacção das pessoas depois de um engano assim, mas fica mal...

Este assunto irá levar-me (mas num outro post, que este já está enorme e agora assim é que ninguém o lê mesmo) à enorme explicação, quiçá de todos os tempos, de porque é que há conflitos entre as pessoas e nas relações (quer amigáveis, quer amorosas) e tantas confusões e desentendimentos entre nós, humanos. Mas fica para outro "episódio". Não o percam, porque nós também não (onde é que eu já ouvi isto?)...


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Notícia de última hora, isto acaba de chegar. Enquanto escrevia este texto, estava a ouvir a Dona Marisa Cruz a dizer os números do euromilhões. Hoje calhei jogar, não costumo fazê-lo, só o fiz porque estava à espera de alguém que estava atrasada e decidi ir jogar para passar o tempo. Mas é uma treta, sabem? Joguei e saiu-me o 9º prémio. Já que acertei nuns números, ao menos que tivesse acertado em todos!! Agora sei lá quando é que a sorte me faz voltar a acertar outra vez em qualquer coisa... Bah!!! E, já agora, deixem-me que vos confesse isto: acho que os números em que joguei estão amaldiçoados, mas isso, isso é uma longa história...

quinta-feira

29 de DezNoveOito...


Ainda na semana do 'R', dou-vos hoje "resignar".
do Latim resignare
verbo transitivo, renunciar a; demitir-se de; abdicar de; exonerar-se;
verbo reflexo, conformar-se; ter resignação.


Bem, de facto voltei a fazer outras "férias", mas "ah e tal" é Natal, por isso, estou perdoado. Também não é como se houvesse aqui alguém à espera para ler o que escrevo, que nem sei como é que ainda não me congelaram a conta, depois de dizer tanta porcaria junta em tão pouco espaço. Mas deve estar para breve, continuem a ter esperança.
Sigo então para o meu assunto do dia. Hoje gostava de vos falar de cartões. Não seria a vida muito mais simples se houvessem uns cartões que nos livrassem de certas situações. Daqueles do tipo que havia no Monopólio, como o famoso cartão "Você está livre da prisão!". Mas agora para outras ocasiões do dia-a-dia. Por exemplo, esquecem-se da data de aniversário do gato da vizinha dela e estão logo em apuros. Mas não desesperem. Vocês têm um cartão "Você está livre de ser castigado por se ter esquecido de um aniversário!" em vosso poder e não têm medo de o usar. E voilá, estão safos. Ou outro exemplo, a tia-avó de uma amiga vossa faleceu e não sabem o que dizer? O cartão "Você está livre de ter de dizer algo sobre a morte de um familiar de uma amiga sua!" foi feito a pensar nessas situações. Ou ainda, têm uma amiga que não pára de vos chatear, é fácil: o cartão "Você está livre de ter de aturar a amiga chata!" resolve. Ou algo parecido, vocês acabaram de ter um encontro mesmo muito mau e têm de se despedir dela e não sabem como o fazer. Calma, acabam de ser salvos pelo cartão "Você está livre de ter de se despedir depois de um mau encontro!" e a única coisa que têm de fazer é vir embora. Imaginem as possibilidades! É claro que pelo caminho arriscamo-nos a levar nós próprios cartões do estilo "Vá directamente para o caraças, sem passar pela casa de partida e sem receber os 2 contos!" mas hey, faz parte do jogo que é a vida! De todos, aquele que eu mais gosto é o do "Erro no banco a seu favor!". É sem dúvida das melhores coisas que podemos ouvir. Isso e as gémeas belgas do 3º esquerdo virem tocar-me à porta a dizer que têm toda a roupa delas dentro da máquina de lavar que avariou e está a deitar água por todo o lado e a única peça de roupa que agora têm é aquele minúsculo avental com o qual vieram tocar à minha porta a pedir que lhes fosse arranjar a máquina... Mas não queria estar aqui a contar episódios pessoais do meu dia-a-dia, não é? Quer dizer, para essas coisas há blogs ou lá o que raio se chama...

Para finalizar, um cartão para vocês, leitores: "Você está livre de ter de ler o post!". Usem-no bem...

segunda-feira

5 de DizEmbro


Bem, acabei por não postar mais a semana passada, por isso hoje deixo mais uma palavra começada por 'Q' para depois passar à semana do 'R'.
A palavra é então "quiproquó":
do Latim quid proquo, uma coisa pela outra
substantivo masculino, confusão de uma coisa por outra; equívoco de palavras; facécia resultante de um equívoco.

E a que inicia esta semana é a "rabaceiro":
adjectivo, que gosta muito de toda a fruta; que come fruta verde;
popular, pândego.


Antes de começar, agradeço a um comentário que relata exactamente o espírito do "meu" blog. Quase que podia ser um post do mesmo. Espírito esse que é o de falar sobre coisas do quotidiano. Falo de um dos comentários do último post da minha suposta "titia" (o que quer que isso seja! [mas parece ser bom]).
Hoje, para ser do contra, vou mesmo falar sobre as melgas. E digo ser do contra porque, como normalmente nunca continuo o que disse que ia fazer num post anterior, hoje, para me opor a isso, vou mesmo falar sobre o que disse que ia escrever antes. O que eu queria falar era sobre quantos de vocês é que nunca se auto-infligiram ao tentar matar uma melga? Bem, para quem não me está a acompanhar, eu (des)troco isto: Quem é que nunca deu uma valente chapada (ou do estilo) a si próprio enquanto tentava acertar numa dessas melgas chatas? Ah pois, ninguém responde, não é? Já toda a gente o fez. Garantidamente...
Continuando na mesma onda de assunto, vou-vos agora falar de um mistério que nos apoquenta (esta foi nitidamente [mais esta!] p'ró plafond), a nós homens: o porquê de as mulheres não gostarem de barba. E acho que descobri, senão vejamos: as mulheres são (de uma maneira muito rebuscada) como criancinhas (não levem já a mal, se faz favor!) quando estão naquela idade em que querem tudo o que vêem nos outros meninos. Os homens beijam mulheres. Facto nº 1. Daí resulta que há mulheres a beijar mulheres, só mesmo para experimentar, porque é algo que os homens fazem e as mulheres querem imitá-los. Os homens têm barba. Facto nº 2. As mulheres não têm barba (okay, há velhotas lá na terrinha que têm, mas não contam!), logo odeiam a dos homens e odeiam ainda mais não poderem tê-la. Está finalmente explicado...

quinta-feira

1 de Dôzembro


Neste feriado de Restauração da Independência de Castela, venho aqui tentar restaurar o que sobra deste blog. Palavra do dia: "quiescente".
do Latim quiescente
adjectivo de dois géneros, que está em descanso ou repouso.


Bem, acerca do meu regresso, quero desde já agradecer ao Wiz por ter sido o único corajoso a dizer que o que eu debito realmente aqui é porcaria, para não dizer merda, como ele disse (e com razão). Mas eu sou o 1º a reconhecê-lo, por isso, até que cortem a minha conta ou me incapacitem de escrever, vou tentar continuar a fazê-lo. Da pior maneira que conseguir...

Acerca de hoje, não posso deixar passar incólume o melhor elogio que se pode fazer a uma rapariga, nos dias de hoje. E esse elogio é chamá-la de "bolachinha"! E se não fosse um bacano da minha turma a lembrarmo-lo, eu jamais ("jamais" é fofo!) surgiria com essa. Mas bem, retomando o assunto de hoje, quero-vos (a vocês, 3-5 pessoas que para aí andam que se enganaram no site) falar sobre filas. Sim, filas e não bichas. Hoje em dia, há uma conotação negativa (este plafond vai lá, vai!) na palavra bicha, por isso, doravante (chiça, isto hoje mesmo bom [já agora, "doravante" é daqui para o futuro, para aqueles que eu sei que sabiam]) vou usar o termo "fila". Já pensaram quanto tempo gastam em filas? Feitas todas as contas, no fim da nossa vida, deveremos ter passado um ou dois anos só em filas, não? Se somarmos todos os bocadinhos que estamos à espera de qualquer coisa, acredito que faça praí um anito. Digo eu! Mas como estar à espera numa fila sem nada para fazer é um bocado p'ró chato, nada melhor que falar alto, a ver se alguém responde e fala connosco de volta. No outro dia, lembro-me como se tivesse sido ontem - quer dizer, foi ontem! - estava eu mais um colega meu numa fila do Metro, para ir activar o passe para que ele faça BIP e acenda uma luz verde nas belas das camionetas da Carris, quando exclamo, em tom medianamente alto, que o Cartão Viva Lisboa estava a 5 euros, para meu espanto. Eu tenho ideia que, por ter sido dos primeiros a fazê-lo, não paguei nada, mas o meu colega tinha arrotado (palavras do próprio!) 5 "heróis" quando teve de fazer o dele. A conversa "chegou" ao senhor da frente que prontamente se virou e disse que cada vez isso andava pior. Eu concordei com ele e retorqui mesmo "São uns gatunos!" ao que ele disse, e passo a citar: "Não são nada! São é uns piratas, é o que eles são!! Cambada de piratas!!!" (repararam no número crescente de pontos de exclamação?). Tal saída não podia deixar de ficar guardada na memória e ser alvo de motivo de post aqui. Para acabar, só gostava de dizer que o "pobre" senhor esteve na fila tanto tempo e quando chegou à vez dele, não pôde ser atendido porque, apesar de ir fazer o mesmo que eu, não tinha a senha do próximo mês para poder activar o passe, por isso foi-se embora de mãos a abanar, mas com mais uns minutos de vida perdidos em filas. Estranho mas verdade!

Amanhã acho que vou ao assunto das melgas. E vai daí talvez não...

quarta-feira

30 de NovoEmbro


Olá cambada! Há quanto tempo (não respondam, se faz favor)? Bem, este é o "novo" (daí NovoEmbro) post da 2ª temporada. E, para começar onde fiquei, vamos para a letra 'Q': "quico".
substantivo masculino, popular, chapéu pequeno e ridículo.


Pois é, pessoal. Há imenso tempo que cá não vinha. E o que é que me terá feito voltar a este tão (não) abandonado blog? Bem, posso-vos adiantar que aqueles comentários a dizer "Actualiza isto, seu preguiçoso!" e "Então, isto morreu?" ou "Mas vais deixar isto ao abandono ou quê?" ajudaram bastante, mas foi também um certo e inesperado entusiasmo de uma rapariga que descobriu (coitada, nem sabe no que se meteu) este blog e o comentou, dizendo que tinha gostado (mentindo, claramente!) e que me fez voltar a ter gosto em escrever, porque ao ler os seus comentários, voltei a ler certas coisas (estúpidas) que eu tinha escrito e me apercebi que, de facto, há já muito que não vinha para aqui debitar asneirada! Como tal, não podia permitir que assim fosse, tive que me opor e então cá estou eu, de volta, de novo, uma vez mais!

Passo-vos então a falar das férias. Teve coisas boas, mas também teve coisas más. Tive 6 semanas de gesso, mais umas quantas a ter que andar de muletas, tudo porque num estúpido jogo de Futsal (jogo que sempre adorei e ainda adoro) dei uma ainda mais estúpida queda e fiz uma ruptura de ligamentos. Uma ruptura total no Ligamento Cruzado Anterior (LCA) e uma ruptura parcial num dos complexos ligamentares laterais internos. Ainda ando na fisioterapia, mas se quiser voltar a fazer desporto outra vez, vou ter mesmo de ser operado, por isso... O que só deverá acontecer para o ano, nalgumas férias grandes, pois vou ter meses de recuperação, novo uso das "belas" muletas e novas sessões de fisioterapia. Mas nem tudo foi mau. Entrei para outra faculdade (sim, mudei de curso, é verdade, ao fim de 2 bons anos pelo Técnico), tive novas "praxes", conheci muita gente nova, tenho outras cadeiras muito diferentes, enfim, tem sido qualquer coisa... Veremos!

E que mais querem vocês saber? Passaram-se as férias, nova temporada está aí, nova vontade de vir para aqui colocar (o «plafond» mantém-se, ou tenta-se manter) os meus derrames cerebrais, como acho que uma vez já disse, novas ideias (ou não!) palpitam e querem sair cá para fora, ou seja, aqui para dentro. De resto, desde Agosto até agora, vésperas de Natal (sim pah, já estamos em fins de Novembro!!! Wow!!!) nada há para contar, a não ser a gravação de um suposto anúncio sobre a sida e o uso de preservativos numa campanha contra a mesma para a MTV e que acabou por não servir para nada, as consecutivas idas ao teatro e de seguida para o Bairro Alto beber um copito, os vários Arraiais em que num a conversa "- Deixem passar que ela está grávida! - Não tou nada! (diz ela) - Não tás mas vais tar!" foi usada para sairmos de uma confusão, a infernal viagem no 58 para o Cais do Sodré que não serviu para nada pois a loja dos fatos-macacos estava fechada (valeu a companhia), a ida com a tuna para Alqueidão da Serra que, no mínimo, tem de ser aqui referida por ter sido algo de espectacular, o jogo do Sporting em Alvalade (onde ganhámos porque eu fui ver, como é óbvio) com uma "desconhecida", o passeio a pé para o LoureShopping, a cena da miúda da fisioterapia, a cena da miúda das pastilhas de Hip-Hop, a ida ao Batatoon... Ah! Esperem, isso do Batatoon foi um sonho meu! Mas bem, como vêem (forma verbal do verbo "ver"), não há assim nada para contar. E como o post já está uma beca grande, vou pôr-me no little garlic, ou seja em Inglês, na alheta (pequeno alho). [1]

Até novo post, até nova palavra! Ah e amanhã acho que é feriado, então por isso, bom... Bom dia!



-- Dica da semana: Olhe, desculpe, posso ver o seu Ecoponto? --



[1] Essa cena é tão má, tão má, que só podia vir do vasto vocabulário de Inglês do sôr ZéZé Camarinha, segundo ouvi alguém confessar por aí.

quinta-feira

11 de DesAgosto


Hoje, excepcionalmente, não há palavra. Não, não perdi a palavra. Apenas interrompi aqui as férias do blog para vir cumprir uma promessa anteriormente feita. Aquando (ena pá!!! Este plafond!!!) da altura da Feira do Livro, eu disse que quando tivesse a fotografia de "Eu com os Gato Fedorento" em formato digital, que a colocaria. Agora que voltei devido a motivos de força maior (logo explico, noutro post, quando me apetecer falar sobre isso) e já a tenho (à foto), que seria da minha palavra se não a colocasse aqui neste blog. Até porque há para aí um fotolog a fazer concorrência à mesma foto. É o preço da fama, eu sei...

Mas pronto, deixo-vos aqui os "Gato Fedorento" que me foram pedir uns autógrafos e tal... São 5 Gatos todos juntos numa foto, mas o gato que está em pé ao meio é o que sobressai mais, como é óbvio... Pronto, agora com este pequeno trocadilho, já vão dizer que sou um "alta convencido" e não-sei-quê e o camandro... Ah!!!


Tomem lá bolachas...

5 Gatos

14 de Júlio


Para hoje, vá-se lá saber porque é que interrompi as férias do blog, temos "pejo".
substantivo masculino, pudor; vergonha; enleio; acanhamento; o maior reservatório das marinhas do sal;
Antigo, impedimento, estorvo.


É verdade, interrompi as férias do blog e as vossas também para vir falar de algo completamente absurdo. Aliás, como sempre... Desta vez, quero falar daquela hora que não dá simplesmente para combinar nada. As 14:30 são as piores horas para se combinar o que quer que seja. Ou é porque já é muito tarde para se ir, ou então é porque ainda é demasiado cedo para se combinar qualquer coisa. São horas mortas, no que diz respeito a combinar cenas... Não acham? Digam lá o que é que já combinaram com outra(s) pessoa(s) a essas horas? Hein? Ah pois! Não dizem nada, não é?
Continuando ainda dentro do mesmo assunto, quero aproveitar para vos falar do preço da gasolina. Cada vez aumenta mais e qualquer dia já não vos roubam o rádio do carro, roubam-vos o depósito da gasolina. Algo semelhante ao preço dos cigarros que vai aumentar 20% por ano (segundo ouvi alguém tossir [tossir: get it?] algures) e daqui a quatro anos, quando tiver praí a 5 euros o maço ou perto disso, na rua também deparam-se (p'ró «deslembrado» plafond) com aqueles tipos com excelente mau aspecto com ela fisgada p'ra vos assaltar e vocês ao dizerem "Já sei, queres o telemóvel..." eles respondem "Não, quero os teus cigarros!".
Falando agora sobre algo que tem sido comentado no blog por vocês, comentadores: Que ideia é essa que este blog tem mais visitas do que aquelas que eu penso? "«Ah e tal e o catano porque és jovem e mais não-sei-quê» apenas essas visitas não comentam, mas que as tens, tens!"??? Alguma vez? A este tão (não) humilde blog vêm (forma verbal do verbo "vir") umas 3, 15 pessoas, pá! Não mais que isso. E se o contador marcar mais, é porque as pessoas se enganaram e calharam voltar a vir cá, por mero acaso. Ou então não...

F
O
R
A
M
!

Já agora, reparem na hora em que postei isto. Foi coincidência, garanto-vos...
Já agora 2, os "Já agora's" podem ser ententidos como os "BTW's" americanos.
Já agora 3, "BTW" significa "By the way"
Já agora 4, desculpam lá o "Já agora 2", mas era para perceberem a razão da numeração.
Já agora 5, perceberam?

domingo

10 de Julhão


Palavra da semana (lol [leia-se lol - laughing out loud, que, p'rós qu'inda não sabem - tipo, quem? - é "rindo muito alto", a minha tradução brasileira, ou "rir para fora ruidosamente", tradução do google, que, p'rós qu'inda não sabem - tipo, os mesmos que não sabem o que é lol, lol - é um motor de busca (entre outras coisas) disponível (entre outros sítios) em www.google.pt. P'rós qu'inda não sabem o que é um motor de busca... Epá, procurem, quero lá saber! Já não 'tou com paciência...], pois de facto, é primeira vez que cá venho esta semana): "pelourinho" (semana [coff coff] do 'P').
substantivo masculino, coluna de pedra, levantada em praça pública, junto da qual se expunham e castigavam os criminosos.


Pois, na realidade, andei a semana toda sem "postar" nestum. O Verão espreita, o Sol chama, os passarinhos chilreiam de manhãzinha, o meu cabelo está uma porcaria, as miúdas fogem de ao pé de mim... Enfim, o costume. Não, estou a gozar... O meu cabelo agora (qual cabelo?) não está nada uma porcaria... De resto, está tudo na mesma, com a excepção que vem aí mais uma season (isso é para aqueles que sabem os episódios da série que dava a minha vida), desta vez, a season "Férias de Verão - O regresso". E, como tal, vou andar muito (des)ocupado e, por isso mesmo, não vou poder colocar aqui os meus posts tantas vezes como o habitual (isto se o habitual fosse "postar" aqui muito, mas...). Esperem, esperem. Não fiquem já contentes com a boa notícia... Eu vou fazer um esforço muito pequeno de conseguir vir aqui "postar" uma palavrita ou outra... E talvez contar mais uns quantos episódios, em versão resumida, é claro! Se não conseguir, ao menos sei que vos deixo mais contentes por não terem que me aturar (falo para os 3 ou 4 únicos leitores deste blog, comigo incluído). Se conseguir (o que duvido muito), ao menos pode ser que traga coisas giras (e fofas, como se "tem" que dizer agora, senão não pega) para pôr aqui, como uma daquelas "Here's your sign!" (ou Respostas Espertas, para Perguntas Estúpidas) como tive a sorte de ouvir em directo e a cores (que cores, já não me lembro) dada pelo "nosso" amigo Ivo, mas que, por razões de segurança, vou deixar o seu nome em anónimo:
Pergunta (estúpida) dum bacano para o dito anónimo, que estava sentado, à espera da hora do seu próximo jogo: "'Tão, ainda cá ficas?"
Resposta (esperta) do nosso amigo anónimo: "Não... Ainda ali vou... Primeiro vou... Só depois é que fico!" "Here's your sign!"

Com esta breve interrupção do período de Férias deste blog vos deixo... Até um novo post, se houver um tão cedo...

F
I
C
A
R
A
M
!

(É a nova maneira de se despedir agora. De "Fica bem" passou só para "Fica", depois passou para "Fui", de seguida para "Foste" e, finalmente, para "Ficaste". Para estar em concordância com o sujeito a quem me refiro [ena pá!] e que são os 3 ou 4 leitores do blog, tive que alterar a forma verbal para a 3ª pessoal do plural, logo é daí que resulta o "Ficaram". Ficaram esclarecidos? Ficaram! Bela palavra, esta: "Ficaram". lol [leia-se lol - laughing out loud, que, agora, já toda a gente sabe o que quer dizer, não é?])

quinta-feira

30 de June


Palavra da noite (para não dizer sempre "do dia"): "occipício".
do Latim occipitiu
substantivo masculino, parte ínfero-posterior da cabeça;


Hoje deixo uma história que me chegou por mail e à qual achei a sua piada. Retrata uma visão (com a sua pinta de veracidade [ena...], sejamos honestos) deste belo ser humano que Deus fez (segundo dizem) após ter feito o homem. Aqui fica um post "dedicado" à mulher. E, já agora, deixo aqui a teoria de que no Dia da Mulher (que também é quando o Homem quiser [foi para rimar!]), o homem devia escolher uma e levá-la para casa. Isso sim, seria o verdadeiro Dia da Mulher: quando o homem escolhia uma assim da rua e levava-a p'ra casa. Bem, mas isso são outros filmes. Aqui fica a história.
Um velho lenhador adoeceu e a sua dedicada esposa foi à floresta cortar lenha, única fonte de subsistência do casal.
Inábil no manuseio do machado, ela deixa-o cair no rio. Desesperada, apela aos céus:
- Valha-me, Deus!
E Deus aparece:
- Por que choras assim, mulher?
- Ó, meu Deus! O meu machado caiu no rio, não sei nadar, sem ele não conseguirei cortar lenha e eu e meu marido morreremos de fome.
Deus mergulha no rio e de lá traz um machado de ouro maciço:
- É este o teu machado, mulher?
- Não, meu Senhor. Não tenho dinheiro para ter um machado de ouro.
Deus mergulha novamente e desta vez traz um machado de prata:
- É este o teu machado, mulher?
- Não, meu Senhor. Sou pobre e não posso ter um machado de prata.
Deus mergulha pela terceira vez e traz o machado correcto:
- É este o teu machado, mulher?
- Sim, meu Senhor, é esse. Muito obrigada!
Deus então, feliz pela honestidade da mulher, a presenteia com os três machados.
A vida do casal muda por conta do dinheiro conseguido com a venda dos dois machados valiosos.
Depois de alguns anos, o casal vai visitar aquela floresta, para recordar os velhos tempos.
O lenhador escorrega e cai no rio. A mulher, desesperada, novamente apela aos céus:
- Valha-me, Deus!
Deus aparece:
- Por que choras, mulher?
- O meu marido caiu no rio e não sabe nadar.
Deus mergulha no rio e surge com o Brad Pitt:
- É este o teu marido, mulher ?
- Sim, sim. É esse meu Senhor!
Deus se enfurece:
- Mulher desonesta e mentirosa! Como ousa tentar enganar-me?
- Não é isso, meu Deus. É que pensei: se eu disser que não, Ele vai mergulhar de novo e trazer-me o Tom Cruise. Vou dizer que não e aí Ele trará o meu verdadeiro marido. Como recompensa pela minha honestidade, dar-me-á os três homens e, como não posso praticar poligamia, achei melhor aceitar logo o primeiro que me trouxesse.
Convencido pela justificativa da mulher, Deus a deixa ficar com o Brad Pitt.

Moral da História: Mulher, quando quer, mente de um jeito que até Deus acredita!

quarta-feira

29 dia de São Pedro


Palavra de hoje: "onzeneiro".
adjectivo e substantivo masculino, onzenário; usurário; mexeriqueiro; intrigante.


Pois é, como toda a gente sabe, hoje é dia 29 de Junho. E é dia de São Pedro. E, após informações de terceiros e alguma pesquisa no google, parece que é feriado municipal em Felgueiras, Montijo, Évora, Ribeira Grande, Sintra, Cacém (segundo uma certa pessoa que me proibiu de dizer o seu nome - viste Liliana, como eu não disse!), Seixal e Póvoa de Varzim... Não dou 100% de certezas, mas acho que nessas zonas é feriado hoje. Mas, para além disso tudo, é também o dia em que eu faço anos. E, só por isso, devia ser feriado nacional! Mas eu não quis...
Para hoje tinha pensado pôr aqui uma coisa engraçada que li recentemente num mail que me chegou à caixa de correio electrónica, mas, mais uma vez esta semana (não que as esteja a contar, mas já é a 3ª), vou adiar a colocação desse texto para outro dia (talvez amanhã, se não chover...) e vou hoje, a pedido de várias famílias (e quando digo várias, digo aí umas 3, 15 famílias), pôr algo sobre mim. Sobre quando era mais novo. Sim, porque eu ainda sou novo. Faço 2 décadas como ontem alguém fez questão de me lembrar, mas, ainda ontem, também, me foi dada a belíssima idade de 16 anos. Eu sei que quando (des)faço a barba, aparento ser mais novo, mas 16 anos é uma boa marca a conservar para alguém que, agora, já tem 20. Jovem e jovial (ai esse plafond...). Mas fazer anos tem que se lhe diga. Por exemplo, as cento e trinta e duas maneiras de receber uns "Parabéns!". Sempre que faço anos, tento arranjar uma maneira de agradecer e fingir surpreendido. Por isso, ontem após a meia-noite, quando me deram os parabéns (só pus esta conversa toda p'ra dizer que houve quem me tivesse dado os Parabéns logo depois da meia-noite), agradeci da mesma forma que aquele actor quando ganha o Óscar faz, parecendo que não estava nada à espera, apesar de lá por dentro saber que ia ganhar, ou, pelo menos, querê-lo muito. Então disse a quem de deu os Parabéns: "Txii, obrigado! Não estava nada à espera... Não sei... Nunca pensei... Obrigado, a sério!". Essa é talvez a centésima nona maneira de receber uns "Parabéns". Sim, se não estou em erro, é essa mesmo!
Mas dizia eu há pouco, mais em cima, que ia inserir (para não dizer "colocar" outra vez) aqui algo sobre mim, algo sobre quando era mais novo. Lembrei-me há pouco que podia ser algo interessante, não sei, para os poucos que lêem isto aos ziguezagues. Vou-vos então contar de como quando era (ainda) mais jovem, praí com os meus 10, 13 anos, o que costumava fazer quando aparecia alguma rapariga pela qual eu me sentia atraído. Descobria primeiro o seu nome e, depois de o saber, dizia-o baixinho, antes de "e Fábio", e depois trocava, dizendo "Fábio e" e o seu nome. Imaginava os dois nomes juntos, num cartão de convite para o casamento. A ver se soava bem. Até chegava, por vezes (vejam só a moca com que eu não devia de estar), a imaginar mesmo o padre a dizer aquelas míticas palavras "E tu, abc, aceitas, xyz, como teu legítimo..." e se soassem bem (o que acontecia sempre), lembro-me que ficava feliz por pensar que talvez... Mas isso era quando tinha 10, 13 anos que fazia isso... Hoje em dia, já só penso em casamento quando é para ir ao de alguém, na esperança de ver lá umas damas-de-honor solteiras e boas... Raparigas!

terça-feira

28 pré-São Pedro


Bem, como o prometido é de vidro, cá vai a palavra que disse ontem que punha: "orientar".
verbo transitivo, determinar a posição de um lugar em relação ao oriente;
figurativo, guiar; dirigir; encaminhar; informar; esclarecer;
verbo reflexo, reconhecer a situação em que se encontra; determinar o caminho a seguir; reconhecer, examinar cuidadosamente os diferentes aspectos de uma questão ou assunto.


Antes de mais, quero começar aqui por dizer que amanhã (daqui a uns minutos, p'la hora que escrevo isto) será dia de São Pedro. O Santo que, segundo o que me parece, passa mais ao lado da população. Ouve-se muito falar no Santo António e nas suas marchas e não-sei-quê e 'tá tudo muito bem. E apesar de ser mais um Santo cá de Lisboa, lá no Porto também o conhecem. E já que falamos no Porto, temos o São João que lá é feriado (como em Lisboa é o de Santo António) e dá direito a mais festas e mais não-sei-quê's. Mas quando se trata do São Pedro, a verdade é que pouca gente sabe que é dia 29 de Junho. Acho que talvez seja feriado (ou não, não garanto... Não confirmo nem desminto, como já dizia fulano ou beltrano) no Montijo, lá do outro lado, ou pronto, quanto muito sabe o pessoal daí que é dia de São Pedro, apesar de não saber o que realmente se passa por lá nesse dia, visto que só tive conhecimento por meríssimo acaso hoje, quando ia a passar na rua e ouvi um casal de meia-idade a comentar isso. Até estranhei que soubessem, mas depois lembrei-me que, p'la idade que têm, essas coisas eram ensinadas e decoradas e então deixei de estranhar e até aprendi que, pelo menos, havia pessoal numa certa região que sabe que dia 29 de Junho é dia de São Pedro. Digo isso porque grande parte do pessoal não sabe isto. Eu sei porque nasci nesse dia. É verdade, dia 29 de Junho de 1985, o Mundo via nascer um génio no Hospital Egaz Moniz. Curiosamente, foi também nesse dia que eu nasci, numa sala ao lado. Há quem pense que o facto de eu ser Fábio Pedro não tem nada a ver com ter nascido no dia de São Pedro. E está certo. Eu tenho Pedro no nome porque, segundo a minha mãe, o seu avô era Pedro e era uma pessoa muito querida para ela. Mas eu digo sempre: "29 de Junho, dia de São Pedro... Fábio Pedro, muito prazer!" para que possam tentar fixar o meu aniversário. Estranhamente, não tem ajudado muito, mas isso pouco importa... Não foi por isso que me deixei de tornar alto, loiro, bonito... Ah, esperem! Só não me tornei foi loiro. Paciência!

segunda-feira

27 da TVI


Pois foi, a semana do 'N' teve apenas uma entrada... Viagens e posts não combinam, logo só teve um "dia" a semaninha do 'N'. Como achei mal, decidi hoje colocar outra palavra 'N'-começada, apesar de pôr à mesma uma 'O'-começada, como seria o previsível...
Primeiro: "necrófago".
adjectivo, que se alimenta de animais ou de substâncias em decomposição.

Segundo: "otomano".
do Árabe othomani
substantivo masculino, turco; indivíduo dos Otomanos; habitante da Turquia;
adjectivo, relativo ou pertencente à Turquia;
substantivo masculino, (no plural) povo que primitivamente habitava o Turquestão ocidental e mais tarde formou o antigo Império Turco.


Como já devem ter reparado, as palavras têm tudo a ver uma com a outra. Mas dizia eu que viagens e posts não combinavam. E é verdade: quando se vai lá para aquelas terrinhas que ficam a "anos-luz" da capital, é difícil ter acesso a um computador ligado à vasta Internet. Nem rede nos telemóveis às vezes há, quanto mais... Pareço quase aquele puto pastor que foi à TVI (ou a TVI é que foi a ele, resta ainda descobrir) queixar-se que não tinha o computador que queria, porque tinha de ficar a guardar as ovelhas e os pais não tinham dinheiro e a civilização tinha-se esquecido daquela aldeia e passado ao lado e não-sei-que-mais... Epá, temos pena, ? Então vai de oferecer o raio de um portátil ao chaval ligá-lo à Net para que ele possa agora, depois de um dia duro no campo com os animais, ir vêr os PhotoBlogs das pitas da aldeia ao lado, onde a civilização já marcou a sua presença. Óbvio que, novo como é naquilo, só quer é experimentar... E então fica a fazer comentários inúteis à Catawina que é "(...) toda gira e fazes-me lembrar a ovelha #21, com quem tenho uma relação mais especial...". Claro que à bom Pastor que é, tem que ter logo um mail do «Mail-Quente» (leia-se Hotmail) e, homem que é homem, não tem um mail do Hotmail sem ter MSN. E pronto, aí está mais um daqueles com nicks como "Ausente - Fui levar as ovelhas lá acima ao monte" ou "Ocupado - Fui dar comida aos porcos" ou ainda "Volto já - Fui prender o touro que estava a surpreender a vaca branca". Depois começa a ficar até as 4 no paleio com os novos amigos virtuais e, no dia seguinte, que se tem que levantar lá p'rás 6 para ir fazer o que quer que seja que ele faz, está cheio de sono e fica na cama até ao meio-dia. As ovelhas entretanto fugiram, o touro já surpreendeu as vacas todas e agora anda p'los campos à procura de uma boa «erva» para relaxar um bocado e os porcos morreram não à fome, mas por terem sido violentamente pisados pelas vacas doidas que andavam a fugir do touro possante que bem as surpreendeu.
Conclusão: Lá voltou a TVI a fazer mais uma família feliz...

Falando ainda a sério, não sei como é que a TVI consegue fazer essas reportagens... Já tivemos putos dos Açores que dançavam ballet, jovens pastores sem acesso a tecnologias, avós com casas a cair aos bocados a terem que sustentar 100 netinhos, arrumadores de carros a quem já saiu o Totoloto mas que, mesmo assim, conseguiram gastar tudo em poucos meses e tiveram de voltar p'rás ruas dizer "Destroce...Venha chefe, venha... Pára! 'Tá bom! Orienta[1] lá uns euros...", miúdos que nunca tinham visto o mar, etc. Podia estar aqui o resto do post todo a dizer reportagens da TVI que ele nunca mais acabava. Felizmente para mim e para vocês, não vou dizer mais porque acho que as que já disse já dão para vos fazer ver a ideia. Quando não há atentados, guerras ou acidentes graves pelo Mundo fora, ou não morrem pessoas importantes (leia-se conhecidas por uns quantos), ou não há notícias de Futebol a dar, a TVI «surpreende-nos» com estas belas notícias.

De nada, TVI!


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[1] Boa palavra para amanhã, não?

20 das novas tecnologias II


Semana do 'N'. Cá vai: "nomologia".
do Grego nómos, lei + lógos, tratado
substantivo feminino, estudo das leis que presidem aos fenómenos naturais; ciência da legislação que rege um país.


Hoje volto ao assunto d'ontem: as novas tecnologias. É impressão minha ou agora (de há uns tempos para cá), quem usa o MSN, usa-o para indicar toda e qualquer insignificante coisa que está a fazer no momento. Exemplo de nick's que já apanhei: "Ausente - a ouvir música e a trocar de roupa"; "Ocupado - a estudar (...)"; "Ocupado - a ver um filme"; "Ausente - a tomar banho". Parece que querem que toda a gente saiba o que estão a fazer, mas depois ofendem-se quando alguém faz uma pergunta mais pessoal. Qualquer dia têm no MSN "Volto já - Fui lavar os dentes" ou "Ocupado - a trocar de cuecas", ou ainda "Ausente - fui à Zara, depois à Mango, depois à Pull, depois voltei à Zara porque esqueci-me de ver a secção de roupa interior, depois enganei-me e voltei a ir à Pull, depois vi alguém conhecido nas escadas e fui lá a cima, mas afinal não era e então voltei para casa", ou... Vocês percebem a ideia, não percebem? É que já chateia ter essas informações todas nos nick's dos contactos. Ninguém pediu para saber o que estão a fazer. Para que é que me dizem? E é que mesmo que não queira, tenho que levar com essas informações, que preferia, às vezes, não saber de todo. Mas é mesmo assim o MSN e as pessoas. Falando em coisas que me chateia, falo ainda na mania dos PhotoBlogs ou Flogs ou o que quiserem lhe chamar, que agora toda a pita que é pita tem de ter um. E não são só as pitas, é quase toda a gente que quer mostrar fotos suas ao "mundo". Mas pronto, percebe-se o gosto pela fotografia do pessoal e o "quererem aparecer", nem que seja na Net (para ver se ficam famosas, não?), mas o que me incomoda à noite e não me deixa dormir (para além das melgas [o que ainda vai dar motivo para um post um dia destes]), o que realmente (não) me entra cá na cabeça e não consigo perceber, é o porquê de tanta coisa pelos comentários. "Tenho PB [leia-se PhotoBlog]! «Cumentem»!!!". Tanto necessidade de comentários parvos como os do tipo "Ah, que blog «giruh» e foto tão bonita. És muito gira. «Tás add» [que é o mesmo que dizer que te adicionei nos favoritos (mesmo que nunca antes tenha visto qualquer outra foto ou material)] e olha, posso-te dar o meu mail. Adiciona-me! Bjxxx fofoxxx." e tretas deste tipo. Só comentam para dizer sempre a mesma porcaria, mas com palavras e expressões diferentes, mas o "cheiro" é o mesmo. Desculpem o desabafo, mas irrita-me um bocado, não sei. Se calhar é só do calor... Ou então é do barulho das luzes...

domingo

19 das novas tecnologias


Para hoje, ainda no 'M', deixo-vos "menoscabar".
verbo transitivo, reduzir a menos; tornar imperfeito; deixar incompleto;
figurativo, depreciar; desprezar; desdoirar; difamar; apoucar.


Ontem estava deitado, a tentar adormecer (coisa que não consegui, diga-se de passagem) quando me lembrei de escrever qualquer coisa sobre as novas tecnologias. Hoje em dia anda meio mundo agarrado aos Mp3's. Já temos óculos de sol com leitor de Mp3 incorporado, relógios com leitor de Mp3 incorporado, colares com (hein?... Adivinharam! É isso mesmo!) leitor de Mp3 incorporado. Qualquer dia temos torradeiras com leitor de Mp3, para aqueles 5-7 minutos enquanto tomamos o pequeno-almoço, não? É que hoje em dia já tudo lê Mp3. Quer dizer, as aparelhagens, os leitores de CD, ainda vá que não vá (até os leitores de DVD de mesa ainda se pode aceitar, porque há sempre aquele pessoal que tem isso ligado à aparelhagem e ouvem os Mp3 pelo DVD...), mas agora fazerem tudo e mais alguma coisa a ler Mp3? É um bocado incomodativo, não acham? Será que anda toda a gente contagiada pela música? Até os telemóveis já lêem Mp3... Depois dos ténis que acendiam na sola quando andávamos, o leitor de Mp3 em qualquer objecto portátil é definitivamente a maior invenção da era moderna.
Ainda neste campo, no outro dia num hipermercado que não vou dizer o nome porque é o Carrefour, vi lá algo que também «surpreendeu». Aposto que algum japonês marado lá na China (viram o contraste?) deve ter pensado assim (mas em Japonês): "Se há consolas, tipo PlayStation 2, com leitor de DVD, porque é que não o oposto? Leitores de DVD com consolas?". E aposto que concebeu logo uma ideia e mostrou-a a algum japonês ainda mais marado e saíram-se com um leitor de DVD donde da parte de trás saem dois comandos e vem com um CD com 300 jogos antigos (do tipo dos da family game [que para quem não sabe, eram os jogos de quando eu era mais novo e me faziam as delícias, tipo o Contra e assim...], ou seja, p'rá família «viciar»). Se isso não é uma revolução no mundo tecnológico, não sei o que possa ser. Mas é verdade. No outro dia calhei entrar no Carrefour (calhei mesmo, porque eu não queria sequer lá ir, mas passei ao pé da porta e ela abriu-se automaticamente e aí tive que entrar...) e assim que entro, deparo-me (palavra gira, esta, hein?) com uma televisão a dar jogos antigos, que facilmente me fizeram lembrar aquela velha consola algures guardada lá p'ra casa. E quando vejo donde vinha o jogo, é aí que noto no leitor de DVD e no empregado a ver a caixa do CD com 300 jogos e a ver quais é que havia de experimentar. Disse-lhe logo "Olhó Contra, «ganda» jogo de tiros e acção...". Ele lá pôs o jogo e deixou-me ali a jogar. Tive um bom bocado a viciar Contra (o «bacano» até disse que eu "lhe dava bué"), esse jogo que já não tocava há que tempos e tenho mesmo a sensação de ter sido observado por várias pessoas enquanto "matava" as saudades do jogo. Creio mesmo que até alguns funcionários do Carrefour, talvez com a "Epá, também queria jogar!" fisgada, olhavam pra mim de lado... Mas isso foi só o que o meu amigo que estava ao lado me contou, porque eu estava mais entretido a matar os "maus".

sábado

18 de P'ra mim tanto me faz...


O "amanhã" tornou-se muito depois. Mas cá vai: "maniota".
substantivo feminino,
peça para prender a mão dos animais.


Eu sei que tinha dito "ontem" que escrevia cá uma história "à la Fábio", mas foi complicado. Circunstâncias imprevistas (mais ou menos) incapacitaram tal coisa. Hoje, com mais tempo (mas com a vontade do costume), deixo então (e porque não, ?) a história.
Como em tantas outras situações da minha vida, volto a ver que sou, mais uma vez, o rapaz certo, mas no sítio errado à hora errada. Desta vez é relacionado com futebol (FutSal, p'ra ser mais preciso). Vi nuns panfletos em Loures, que iam haver treinos de captação para Juniores e Juvenis na segunda-feira. Aproveitei a oportunidade para testar as minhas capacidades e ver se valia alguma coisa de jeito. Fiz o treino todo, fazendo algumas boas defesas, tendo inclusive sido elogiado por "colegas". No final, contente com o desempenho, o treinador pergunta-me o nome e o contacto. Mas é quando me pergunta a data de nascimento que eu vejo o que vos disse no início do parágrafo. Como sou de 1985, já sou Sénior, logo pertenço ao escalão acima. Eu nunca sei essa cena dos escalões e também nunca me preocupei, por isso fiz a confusão a ler os panfletos. Contudo, por acharem que defendia bem, disseram para aparecer lá no dia a seguir, à mesma hora, que era o treino do Seniores e que, apesar de não estarem a fazer captações, não se iriam importar de me ver a jogar. Ficaram mesmo com pena de eu não ser Juvenil porque não tinham nenhum guarda-redes e eu tinha mesmo ar de ser Juvenil (é verdade, muitas vezes [quando tenho a barba feita então...] dão-me menos idade do que a que tenho). Devo dizer que também fiquei com pena. Até porque, no dia a seguir, fui lá e expliquei ao outro treinador a situação. Ele pôs-me a jogar no treino mas, para além de não ter defendido tão bem como na noite anterior, eles também já têm dois guarda-redes, o que faz de mim (caso fique) o terceiro. No final, deram-me um contacto para eu ligar no dia a seguir, que fiz, e agora estou à espera que me digam mais qualquer coisa. Acho que querem que faça mais um treino para ver melhor como sou, mas eu sei que é tramado. Já têm dois «redes» (enquanto que nos Juvenis não tinham nenhum), joguei pior na terça, entre outras coisas... Mais uma vez, o rapaz certo, mas no sítio errado, à hora errada, hein?
Acabo aqui um dos "episódios" «engraçados» desta semana. Logo há mais (ou então não!). Esperemos mas é que a próxima season seja melhor. E... Não percam o próximo episódio... Porque nós, também não!

segunda-feira

13 de Santo António


A semana passada foi muito fraca, eu sei. E, em termos de palavras, também. Para esta, temos, com a letra 'M', "maceta" (não confundir com aquilo que se diz nos canais Vénus e Playboy's ou assim... Não que eu saiba o que lá se diz, não é, porque eu até nem sequer vejo isso...).
substantivo feminino, pequena maça de ferro com que os pedreiros batem no escopro; peça cilíndrica de base chata e muito lisa, para moer e desfazer as tintas; baqueta de bombo;
Brasil, diz-se da cavalgadura que tem as mãos ou os joelhos nodosos;
Antigo, escarrador.


Hoje, antevendo uma boa história daquelas só mesmo "à Fábio" para amanhã, deixo-vos com algo que já não via há imenso tempo. Em arrumações ao quarto, encontrei lá uma caixa cheia de tazos (ou lá o que eram) com que, quando era mais novo, costumava jogar (e às vezes até sozinho). Daqueles tazos que saíam nas batatas fritas, bolicaos e tudo e mais alguma coisa que quisesse vender, aproveitando o fenómeno da altura, bastando para isso adicionar gratuitamente ao produto o dito tazo. Tinha para lá algures no quarto a supracitada caixa (uma pequena caixa pseudo-quadrada), cheia desses tazos. Como é óbvio, já não tenho idade para brincar com isso, daí tê-la dado ao "meu puto" (o meu irmão mais novo). O que estranhei foi, pouco tempo depois, o meu puto virar-se p'rá mãe a perguntar se "aquilo" tinha sido escrito pelo "Fábio". Creio mesmo que a frase que ele usou foi: "Oooh mãehi! Isto aqui é a letra do Fábio?". Tais palavras não passaram incólumes e depressa me "aprocheguei" para ver o que era "aquilo". Para meu espanto era, de facto, uma folha daquelas A4 de linhas com coisas escritas por mim (não que não reconhecesse a minha letra de quando tinha 8 ou 9 anos, mas foi a parte no fim que dizia "Ass. Fábio Pedro Pegado Godinho" que acabou com qualquer dúvida). E, surpresa (ou não) das surpresas, era um poema. 6 quadras feitas por mim quando tinha os tais 8 ou 9 anos, aquando da altura do meu primeiro beijo e da minha primeira namorada. Lembro-me que escrevi esse poema a pensar nela e nessa altura queria mesmo ter-lho dado. Mas, por alguma razão, nunca o cheguei a fazer e guardei-o algures, já sem saber onde. Até hoje o meu irmão o "descobrir". Vou por aqui o poema, já que falei nele e tudo isso, parece-me justo. Sei que está lamechas em todos os possíveis sentidos da palavra, mas hey: eu tinha praí 8 anos e tinha beijado uma miúda pela primeira vez! Dêem um desconto, will'ya?

Quando a noite já caiu
não consigo adormecer
porque vou pensando em ti
e na hora de te ver.

No silêncio do meu quarto
é quando melhor dá para me lembrar
do nosso primeiro beijo
pondo assim o meu coração a saltitar.

Gosto de te recordar
vendo as estrelas e o luar.
Esperando a hora de te ver
não consigo adormecer.

Quando o dia chegar
vou pensando que a realidade
seja que eu fique contigo
para toda a eternidade.

É assim que eu mostro
o meu amor por ti
no silêncio da noite
cada estrela me sorri.

Não penses que estes poemas
são só para te conquistar
porque é assim que eu demonstro
a minha forma de te amar.


Eu avisei que estava lamechas!

Já agora, e visto que a semana do 'L' foi "curta", deixo também aqui (e porque não?) o significado de "lamecha".
adjectivo e substantivo masculino (familiar), bajoujo; apaixonado; namorador ridículo.

sábado

11 de Jinho


Semana do 'L'. Semana, que é como quem diz... Isto 'tá-se a tornar mais "Uma letra por semana, uma palavra por semana", ao invés [p'ró belo do plafond] do ex-"Uma letra por semana, uma palavra por dia". Mas para hoje, "labutar".
verbo intransitivo, trabalhar; lidar; laborar;
figurativo, empenhar-se, pugnar por, esforçar-se.


Mas é verdade. Este blog tem andado ao abandono. No princípio era tudo tão bonito. Era tanta a vontade de vir escrever. Agora, que vamos a meio do alfabeto (mais ou menos), já só apareço uma ou duas vezes por semana. Aquela "coisa" de vir cá todos os dias escrever que era no princípio sumiu. Perdeu-se o interesse... Quase como o que acontece quando duas pessoas estão juntas há não-sei-quanto tempo e se começa a tornar monótono e já se perdeu a "magia" que era no princípio. E depois vem o "é melhor dar um tempo" e essas cenas assim... E, basicamente, é o que tenho feito a este blog. Tenho dado um tempo. Venho cá quando chove (que é como quem diz, quando me apetece). Acho que quando se acabarem as letras do alfabeto, não acabo o blog, mas ainda é capaz de ficar mais ao abandono. Entretanto, vou passando por aqui para colocar a palavrinha do "dia" e ir «postando» os meus derrames cerebrais...

Hoje (e porque não?) posso falar das tradições da "minha terra". Aqui em SAC (que, para quem não sabe - duvido que haja alguém que não saiba - é a bela terrinha de Santo António dos Cavaleiros [ou Saint Antoine des Chevaliers, como dizia o White Castle]). Como o nome sugere (a parte do Santo António), devem estar a pensar que deve ser uma "terra" onde agora pela altura das festas de Santo António se fazem festas. E estão certos. Todos os anos (desde que me lembro), por esta altura (à volta de 13 de Junho, dia de Santo António), enfeitam a Igreja e metem um gajo qualquer a por música e a entreter os velhos para que eles se abanem ao ritmo de "Ponho o carro tiro o carro" do Quim Barreiros, enquanto ao lado vendem sangria, sardinhas e bifanas. Putos que com meio copo de sangria, ficam os maiores (bêbedos). Todos os anos, a exacta mesma coisa. Nos lugares mais "refundidos", estão aqueles grupos mais "refundidos"... A "refundir" a bela da ganza e tal... De resto, é sempre as caras do costume, mas um ano mais velhas. E nalgumas nota-se mais do que noutras... As "pitas" cada vez a quererem ficar mais velhas... Todas arranjadas e produzidas, a fumar às escondidas (ena, até rima e tudo, daqui a bocado até dava uma música...). E, se continuarem a fumar da maneira que fumam, mais dia menos dia vão mesmo parecer mais velhas, porque o tabaco tem desses side-effects... Mas é lá com elas. Não me quero meter nisso. Literalmente.
Finalmente, acabamos sempre por encontrar aquele pessoal que já não víamos há um ano, pela altura dessa mesma festa. Três minutos de conversa sobre o que se fez durante o ano e um adeus e até amanhã, que, muito provavelmente, se prolongará por mais um ano, até à próxima festa de Santo António.

4 de Jun


Com letras "da feira" (ou, como agora está mais na moda, "da lojinha do chinês"), é tramado arranjar palavras que «interessem». Por isso, o que se arranjou foi "kantiano".
de Kant
adjectivo, que se refere a Kant ou à sua doutrina filosófica;
substantivo masculino, pessoa partidária da filosofia de Kant ou seu discípulo.


Há dias em que acordo com ele em pé. Depois, muitas vezes, torna-se duro nos momentos mais inapropriados. Mas quando quero que esteja firme e rijo, nem sempre consigo que esteja. Para além de ser bastante difícil de o controlar, de vez em quando deixa-me mal... Falo, como já toda a gente percebeu, novamente do meu cabelo. Como tem dias em que o odeio... Gostava de ter daquele tipo de cabelo que "trabalha" para um gajo. Mas enfim, não se pode ter tudo.

Seguindo a sequência lógica da conversa, falo agora (e porque não?) sobre o raio das correntes que se «atravessam» nos meus e-mails. Mas esse «pessoal» não tem mais nada para fazer a não ser mandar mails com a parte do fim a dizer "Agora manda esta mensagem a todos os teus amigos no espaço de X horas, senão terás azar na vida amorosa para toda a vida. Mas se mandares, aquele alguém especial vai mostrar que gosta de ti exactamente às 12 horas de hoje.". O pessoal anda todo a comer o quê? O que é que será que lhes metem na água? Ou aqueles tipos de e-mails que diz que se repetirem 30 vezes baixinho aquele "desejo" e de seguida mandarem esse mesmo mail para mais 30 amigos em menos de 30 minutos (ou coisa que o valha!), esse desejo tornar-se-á real nos próximos 30 dias. Estou mesmo a ver amigos meus ainda hoje à espera que as duas loiras gémeas suecas do 3º esquerdo lhe vão lá tocar a casa para umas horas de "prazer explícito", num belo dum ménage. Quem é acredita nestas cenas? Não, reformulo: Como é que é possível haver (tanta) gente a acreditar nessas cenas? Mas depois mandam, com aqueles «extras» "Não custa nada tentar...". Mas esperam mesmo que isso funcione? Será que regem a sua vida à espera que aquela corrente seja a "certa" e irá ser dessa que a sorte se abatará sobre eles? Cá para mim, a bela da «sorte» que eu tenho, deve-se ao facto de ter falhado alguma corrente importante. Deve ser daí... É que só pode!